Nem sempre o sol, o mar ou a piscina são os verdadeiros responsáveis. Em algumas pessoas, pode existir um aumento temporário da queda capilar nesta altura do ano. Ao mesmo tempo, o cabelo pode estar mais seco e fragilizado, o que também aumenta a quebra e pode dar a sensação de que estamos a perder muito mais cabelo.
O cabelo não cresce todo ao mesmo ritmo nem permanece sempre na mesma fase do seu ciclo.
Algumas pessoas podem notar um aumento temporário da queda no final do verão ou no início do outono. Isto pode acontecer quando uma maior quantidade de fios entra na fase de repouso do ciclo capilar e acaba por se desprender algumas semanas ou meses depois.
Por isso, notar mais cabelo a cair nesta altura não significa, por si só, que exista um problema grave.
O mais importante é observar a evolução. Se a queda for temporária e a densidade do cabelo se mantiver, pode tratar-se de uma alteração sazonal. Se, pelo contrário, a queda for intensa, persistente ou começar a notar zonas visivelmente menos densas, vale a pena perceber o que está a acontecer.
Depois de semanas de exposição ao sol, ao sal e ao cloro, há outra situação que pode estar a acontecer: quebra do cabelo.
O sol e outros fatores ambientais podem deixar a fibra capilar mais seca, áspera e vulnerável. Um cabelo fragilizado parte com mais facilidade, sobretudo durante a lavagem, ao desembaraçar ou ao utilizar calor.
A diferença pode dar algumas pistas.
Se encontra fios completos, poderá estar perante queda a partir da raiz. Se encontra muitos fios mais pequenos, partidos e de diferentes comprimentos, o problema pode estar mais relacionado com quebra.
E, depois do verão, as duas situações podem coexistir.
Não existe uma resposta única para todas as pessoas.
O sol, a água salgada e o cloro podem contribuir para deixar o cabelo mais seco e fragilizado. Mas isso está mais diretamente relacionado com a qualidade da fibra capilar e com a quebra do que com uma causa única de queda a partir da raiz.
Além disso, o verão e o regresso à rotina podem coincidir com outros fatores que também influenciam o ciclo capilar. Alterações importantes no organismo, stress, doenças, alterações hormonais ou défices nutricionais podem estar associados à queda de cabelo.
É precisamente por isso que, quando a queda não melhora ou parece excessiva, não devemos assumir simplesmente que é “do verão”.
Alguma queda diária é normal. Mas aconselho a procurar avaliação se notar:
queda muito intensa ou súbita;
zonas visivelmente menos densas;
falhas no couro cabeludo;
queda persistente durante vários meses;
comichão, dor, vermelhidão ou outras alterações no couro cabeludo;
outros sintomas gerais que possam ajudar a explicar o que está a acontecer.
A queda de cabelo pode ter diferentes causas e cada caso deve ser avaliado de forma individual.
Notar mais cabelo a cair depois do verão pode ser assustador, mas nem sempre significa que existe um problema grave. Pode haver uma componente sazonal e, ao mesmo tempo, o cabelo pode estar mais fragilizado e sujeito a quebra.
O importante é perceber se estamos perante uma alteração temporária ou se existem sinais que justificam uma avaliação mais aprofundada.
Se a queda persiste ou sente que o seu cabelo está visivelmente diferente, procurar orientação pode ajudar a identificar a causa e perceber qual a abordagem mais adequada para si.
FAQ
É normal o cabelo cair mais depois do verão?
Pode acontecer. Algumas pessoas notam um aumento temporário da queda no final do verão e início do outono, possivelmente relacionado com o ciclo capilar. No entanto, uma queda intensa ou persistente deve ser avaliada.
A exposição solar pode fragilizar a fibra capilar e aumentar a secura e a quebra. No entanto, o aumento da queda a partir da raiz pode ter diferentes causas e não deve ser atribuído automaticamente ao sol.
Na queda, o fio desprende-se do couro cabeludo. Na quebra, o cabelo parte ao longo do comprimento. Encontrar muitos fios pequenos e partidos pode sugerir maior fragilidade da fibra capilar.
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